11/09/2017

É MEU ANIVERSÁRIO! O que eu aprendi nesses 21 anos?


    Oi pessoal, tudo bem? Aqui tá tudo bem, obrigada.

    Chegou aquela época do ano que todo mundo espera: a companhia de amigos e familiares, umas coisas gostosas pra comer e bons desejos para o futuro. Não tô falando de Natal nem do Ano Novo convencional, mas do ano novo pessoal, popularmente conhecido como aniversário.

    Normalmente, todos os anos, eu faço uma listinha no meu aniversário de metas que eu gostaria de cumprir até o próximo. Guardo ela num lugar seguro, pra que ninguém veja (nem mesmo eu, porque se eu ficar com as metas na cabeça eu fico doida), e só abro no ano seguinte. Com toda essa loucura de fazer aniversário dia de semana, ainda não vi se fiz a de 20 para 21, então nem dá pra dizer quais metas foram cumpridas e quais foram adiadas. É isso aí.

    Mas eu sei que aprendi coisas. Esse ano, pelo menos ao meu ver, foi o que eu mais evoluí (sim, eu sou um pokémon). Não que eu tenha melhorado drasticamente ou algo do tipo, mas eu tenho percebido coisas sobre mim. Tipo que como passei praticamente a infância inteira sendo boa na escola e outras coisas, desde a adolescência eu meio que tenho criado um ideal de perfeição que só agora percebi que não vou alcançar. E por isso fico nessa insegurança, e por isso acho que desaponto todo mundo.

    OK, isso ficou meio sombrio de repente. Vamos falar de coisa boa então, né?

    Uma coisa positiva que percebi sobre mim é que, de certa forma, eu ainda mantenho a criança em mim viva. Não, gente, eu não tô grávida (e se estivesse já estaria passando no Discovery Channel como a nova Virgem Maria), só tento ter o mesmo otimismo e ver as coisas sem aquela malícia que os adultos tem. Não vou dizer que tenho dado uma endurecida e uma desconfiada, mas ainda rio de piada besta. Ainda tento enxergar o melhor nas pessoas. Ainda procuro entender o porquê das coisas antes de ter minha opinião, de botar maldade. 

    Também tenho, aos poucos, passado por cima da ideia que as pessoas tinham de mim - e me fizeram criar de mim mesma. Não sou feia só porque meia dúzia de idiotas falaram isso no colégio. Não sou imatura (pelo menos pra maioria das coisas) só porque leio o tipo de literatura que gosto. Eu sou linda. Demorei pra aceitar isso, mas consegui. Agora só não posso me deixar cair de novo. 

    Sou muito grata aos meus familiares, até aos mais distantes, pela influência no meu crescimento. Sei que tem vezes que não sou como eles querem (olha a autosabotagem em ação!), mas não tem como ignorar tudo que fizeram por mim. Também sou muito grata aos meus amigos por, mesmo com esse pessimismo crescente, ainda gostarem de mim. E já peço desculpas por acordar parecendo a própria caçamba de lixo hospitalar e ser péssima com vocês. O bom é que o ser humano está em constante renovação e eu sei que um dia isso passa.

    Pro meu futuro, primeiramente espero arrumar um emprego. Ou então ver que eu consigo fazer do que eu gosto um emprego. Escrever livros, publicá-los, quem sabe um dia ter minha própria revista. Quero continuar aprendendo coisas. Pro ano que vem já planejo fazer um curso de maquiagem, um curso de fotografia, talvez de costura e quem sabe minha terceira língua (quero aprender algo como coreano, talvez mandarim. Russo é uma opção, italiano também não é má ideia). Uma segunda graduação? Faz parte dos planos. E além disso tudo eu quero continuar evoluindo como pessoa. Não adianta fazer mil cursos e ter mil realizações e ser babaca. Não quero ser babaca. Nunca.

    Dito isso, podemos voltar à programação normal. Parabéns pra mim e para todos os envolvidos.

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